quinta-feira, 1 de abril de 2010

Na rua que eu desci .

. Descendo a rua , fui desenhando em papeis escuros da minha mente, salpicados de nostalgia pura,
como se estivesse prescrevendo novas palavras.
Eu me lembro de tudo,quantas tardes nós tivemos em comum ?

Foi na mesma rua que varias vezes descemos pra andar de skate, que tanto pensei em você agora, e com o mesmo, e maior carinho de sempre. De longe eu vi as luzes dessas cidades proximas daqui, em qual rua estariamos nos vangloriando e raxando um cigarro a essas alturas em noites boemias, tanto quanto você ?
Em dias ruins, dias tão banais, como podemos ser assim tão felizes com tão pouco ?
Você esta deixando saudades aqui. São vidas paralelas dentro de você, um mundo pouco explorado, com mil cores e mil sabores.
Pequenas doses de acetaldeido com nicotina, que te faz relaxar e no dia seguinte ter um mal estar demoniaco,
um pouco de alcool, pois ja somos adultas, certo ? Pra relaxar e dar mais competitividade em quem fala mais.
Algumas notas em perfeita melodia, levam nossos espiritos pelas montanhas que ainda não conhecemos, mais que com um pouco de puto, e coragem escalaremos.
Você cresceu, e há um perfume estranho em você, mais provovante.
Anda tão linda, como um conquistador. Se é que estamos falando a mesma lingua ;)

Se for (...) -ah , não vá. - te vá bem em sua longa jornada, em violóes e bares, entre amores e amores, que isso é o que temos pra sermos nós.
Vá bem, e nunca esqueça que eu estarei aqui, não sei por quanto tempo, mais se quizer me achar em seu novo país é so lembrar das tardes e noites que tivemos, das manhas confortaveis em nossos cobertores quentes, das batatas fritas que me deve e de todos os sonhos que ainda realizaremos juntas, certo ?
E me prometa, nunca mais usara uma tolha de qualquer toalete por aí, pra fins que não são os seus.  Piada interna.
E me prometa que sempre vai ser linda pra mim,
e nunca vai parar de sorrir, nem de tocar seu violão, nem se esquecer de mim,
e nos dias que o céu estiver limpo, vai parar e olhar as estrelas e ver como estamos perto,
por que em algum lugar eu vou estar olhando pra elas tambem.
E o melhor de tudo, se não tiver ninguem pra te ouvir reclamar que ainda não esta tão bom quanto deveria,
tera sempre a mão uma caneta e uma folha de papel pra contar os seus segredos mais secretos.
e todas as nossas memoria não se apagarão, se você as manter vivas com você.

Acho que quando se morre, o que fica pra sempre são as memorias,
em algum lugar, dentro de uma caverna vazia no alto de uma montanha,  ou dentro de alguma ostra no fundo do mar, por que afinal, a maioria de nossas memorias são perolas minha querida.
 Eu queria que você entendesse isso.

Debora  Andrade.

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