quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Dias turvos

Que merda é essa ...
minhas linhas no rosto ,
e minhas pernas doem, das longas horas,
não há prazer adolescente nas noites,
só o relógio ...
A casa esses dias , parece tão pequena, que meus pés estão saltando para o lado de fora.
Prazer, silencio!
e no meio do nada, é que não me acham,
desespero, a dor minando nos olhos,
the xx estimula nuvens de pensamentos à altura do rosto, formando-se e esvaindo em uma dança natural.
Apego do que não volta, esses dias sinto mais forte.
.. aquela senhora lembrou- se de mim com meus nove anos de idade, me dizendo o quanto eu era franzina ...
eu lembrei do poço,
do uivo do bambu,
das noites solitárias de céu estrelado, do vislumbre dos meteoritos, das festas rave na casa da lagoa ...
da culundria das ruas (risos) ... e da falta de apetite.

o tempo é turvo, o espaço é pouco.

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